Explorador Mike Horn visita Ilhabela e reforça vocação náutica da cidade

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O explorador sul-africano Mike Horn esteve em Ilhabela nos últimos dias e movimentou a comunidade náutica local. Reconhecido internacionalmente por enfrentar desafios em ambientes extremos, Horn já cruzou o Ártico sem apoio externo e completou uma volta ao mundo pela linha do Equador sem utilizar transporte motorizado, feitos que o colocam entre os principais nomes das grandes expedições contemporâneas.

Durante a passagem pela ilha, o veleiro Pangaea ficou atracado no Yacht Club de Ilhabela. A embarcação de aproximadamente 32 metros foi projetada pelo engenheiro naval Thierry Stump, morador da cidade, e construída para suportar desde campos de gelo até travessias em mar aberto sob condições severas.

Horn recebeu a visita do secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Harry Finger, que destacou a importância simbólica do retorno do explorador ao município. Segundo ele, a presença do velejador reforça a ligação de Ilhabela com o mar e com projetos náuticos de alcance internacional.

O secretário também ressaltou o perfil do explorador como defensor da natureza e da preservação ambiental, valores alinhados com a identidade da cidade, reconhecida nacionalmente pela tradição na vela e pela valorização do patrimônio natural.

O reencontro teve ainda significado especial para Thierry Stump, responsável pelo projeto do Pangaea, que acompanha de perto o desempenho da embarcação nas grandes travessias. A visita permitiu a troca de experiências sobre navegação oceânica, planejamento de expedições e desafios técnicos enfrentados em rotas de longa duração.

No último sábado (21), Mike Horn apresentou ao público vídeos e imagens de expedições realizadas em regiões remotas do planeta. Durante a palestra, abordou temas como preparo físico e mental, estratégia, superação e tomada de decisões em cenários extremos. Ao comentar sua passagem por Ilhabela, o explorador destacou o sentimento de acolhimento e a forte conexão da comunidade local com o mar.

A visita reforça a vocação náutica de Ilhabela e evidencia o papel da cidade como ponto de encontro de grandes projetos ligados à navegação e à exploração oceânica.

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